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Jardim

Sobre um Jardim, uma Flor e seus dizeres

Flor que Pensa

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Inanição

Sobre a vergonha de sentir.

Frágil coração, esfomeado coração. Quando sente, queima. Incendeia-te, incandescente, pulveriza e, para não ferir, volta-se contra si mesmo. A vergonha me consome, me envenena, me preenche por completo...

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Conter

Escrevo, porque se não escrevo morro. E se morro pode ser que, o que rasteja aqui dentro, saia e rasteje até o seu ouvido sussurrando e contando o que deve morrer em mim...

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Um dia, quem sabe.

Sobre incêndios particulares e o medo de queimar.

Um dia quem sabe eu deixe de ser assim — tão intensa, flamejante, um fogo ardente e clamante. Um dia, por acaso, esse fogo que me consome arda mais calmo, queime devagar...

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Sob a luz do poste

Entre a sedução do novo e o medo do desconhecido.

Um poste ilumina um ambiente escuro. Tão escuro que a única coisa que você consegue identificar é o que está sob o raio da frágil iluminação. Você olha ao redor e teme a escuridão, tão profunda e ao mesmo tempo tão encantadora...

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O fardo de Atlas

Às vezes um abismo, às vezes uma barreira de vidro, mas sempre ali.

Desde que me entendo por gente sinto que existe uma barreira entre mim e o resto do mundo. Não importa o quanto eu me aproxime ou o quanto se aproximem de mim, algo impossibilita que realmente entremos em contato...

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